terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Meu encontro com Jesus, como nasci de novo (1ª parte)

São quase três anos que eu o conheço. Está na hora de contar alguma coisa do muito que ele tem feito. Temos trabalhado juntos e ele é o diretor. Todos os dias, de manhã, ele chega e pergunta: “está pronta, filha, hoje temos que trabalhar...” Já me acostumei com a sua presença embora o trabalho seja bem difícil. Mas, é verdade, que a cada dia parece menos difícil. Porque ele é o médico e o amigo perfeito. Quando ele chegou da primeira vez, contentou-se em sentar num banquinho de obra. Só me olhou com amor. O olhar do Pastor para sua ovelha machucada. Nem reparou meus ferimentos. Nem a casa vazia. Ou que eu estava triste e feia. Não tinha nada para oferecê-lo. Eu morava no meio de um jardim em Niteroi mas me sentia num deserto frio e escuro. Eu me via à beira da morte.Tenho a impressão que o milagre que Deus operou em mim (de dentro para fora) tem resultados muito lentos e está só começando. Emoções estão sendo tratadas. É como uma história de amor, aliás é a história de amor. Aproximação, conhecimento e convivência. Frutos do amor. Crescimento do amor. Mais aproximação e transformação. Como os outros amores.Quem me viu há três anos chegar a Niterói _ por que aqui, não tenho muita certeza _ e compara comigo hoje, usa a palavra milagre para descrever o que ocorreu.Bem mas cheguei a tudo isso por que? Eu não era uma viciada; era casada, tinha dois filhos e era uma jornalista bem sucedida. O que me aconteceu para chegar a tomar 20 comprimidos de hipofagin por dia? Que pavor e desespero eram esses que tinham que ser contidos de alguma maneira para eu dar conta da vida mesmo no piloto automático?Bem, o mundo desabou em coisa de cinco anos. Tive que fazer frente a quatro mortes sucessivas na minha família (minha mãe, meu pai e duas irmãs) e embora tivesse outras irmãs, a mais corajosa era eu. E aparentemente a mais forte, a mais estruturada, a financeiramente em melhores condições.Junto com esses acontecimentos o meu casamento entrou em crise. Era uma época em que todo mundo se separava. A década de 80 foi a das separações e de todo tipo de rompimento. Acho que a sociologia espiritual poderá explicar porque eu acolhi na minha vida todos os dardos inflamados enviados na minha direção.Para se ter idéia do alcance da minha crise _ felizmente, meus filhos foram entregues ao pai _ além de tomar por dia 20 comprimidos de anfetaminas, perdi o emprego e não tinha nada para fazer. Em apenas um só mês dormi em 12 lugares diferentes. (Publicado em 10 de janeiro de 2008 neste blog)

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