quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Como conheci Jesus, como nasci de novo (2ª parte)

Depois de ver tantas mulheres com histórias parecidas, comecei a achar que não se tratava (trata?) de um problema individual mas, sim, tem a ver com a ação do Maligno na sociedade.A minha história é parecida com a de muitas (e muitas) mulheres da minha geração (e de outras, infelizmente). Com valores equivocados, invocando constantemente demônios (Lilith, por exemplo), viramos presa fácil. O diabo usou muito bem o discurso da liberação e da emancipação para destruir um bocado de coisas ao mesmo tempo: duas gerações de homens e mulheres, pessoas, famílias, cultura e até um período histórico. O que aparentemente era cheio de glamour _ sucesso, status profissional e dinheiro e drogas_ representou na realidade sócio-espiritual dos anos 70/80 _ um conjunto de inteligentes e astutas armadilhas para destruir o que poderia ser o núcleo da nossa cidadela, uma família por mais diferente que ela pudésse ser dos nossos pais.Quando pisei pela Primeira vez na Primeira Igreja Batista de Niterói, em março de 1992, tive a impressão reconfortante de que algo de ruim tinha ficado para trás. O vermelho das cortinas e da passadeira, os lustres, a música e o pregador aqueciam meu coração com esperança. O luto havia terminado.Aceitar Jesus mudou não apenas a minha mente. Salvou-me a vida. Deu-me gosto pelas suas grandes e pequenas coisas. Vontade de recuperar meus filhos, arrumar a casa, olhar as frutas amadurecendo, o verão chegar. Ir ao supermercado, andar na praia, fazer gelatina, preparar uma gostosa salada. Fazer planos e me apaixonar. Ter amigos. Encontrei dois, dos bons e grandes, nos pastores Fanini e Dona Helga.Tenho com a Palavra de Deus intimidade capaz de encontrá-la no escuro. E tenho por Jesus um amor de apelido e gestos de carinho que só ele conhece. Gosto de adormecer com a Bíblia pequena sobre o meu peito.Às vezes as emoções me tomam com tal força que acho que algo de ruim pode me acontecer a qualquer momento. Encho-me de pavor e insegurança e se o vento for mais forte, ele é capaz de me levar. Nessa hora, tenho uma oração, a oração do turbilhão. Não consigo expressar em palavras a minha aflição, então fico quieta, parada, com algo que não desce pela garganta. Um grito, um choro? Não sei. Eu peço colo. Deus atende porque uma paz extraordinária toma conta de mim depois de certo tempo (e esforço). Ele sempre atendeu ao meu grito de socorro.

1 comentários:

pedro aurelio disse...

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