quarta-feira, 7 de maio de 2008

Qual o método ideal para ler a Bíblia? (2/2)

A existência de um método ajuda a motivação? Delcinalva acha que se a pessoa percebe que o seu conhecimento bíblico está aumentando, que a verdade da Palavra está sendo aplicada à sua vida diária, logicamente isso cria motivação para continuar estudando e até mesmo para buscar métodos mais complexos de estudo da Bíblia. É o caso da psicóloga Elvira Maria de Moraes Ornelas e do seminarista Marcelo Escandarane Cardoso. Eles se dedicam à descoberta de inovações nesse estudo e asseguram que sua vida espiritual têm se beneficiado desta busca.
Para o estudo, um momento de prazer e descoberta mas às vezes interrompido pelos afazeres de dona de casa e mãe, Elvira Maria só conta com a sua Bíblia, um caderno e uma caneta. Não tem comentários, versões diferentes, dicionário ou concordância . E no entanto, a psicóloga considera o atual método um tesouro que resultará num livro de estudo muito mais rico do que qualquer obra impressa. “ Quando eu acabar de estudar a Bíblia vou ter as passagens que Deus quer falar para mim, Elvira Maria,” analisa. “O Livro são os livros. Uso as passagens do rodapé e dali chego aonde Deus quer que eu chegue”, conta a psicóloga.
A busca da psicóloga iniciou-se com algumas perguntas: “Como nos tempos dos reis de Israel, Deus está lidando com o povo desobediente, que busca caminhos do mundo em vez de se separar. Como Deus usou os profetas daquele tempo para advertir a nação de Israel? Quais os avisos mais comuns?” E o ponto de partida foram os livros históricos usados paralelamente aos livros dos profetas que trouxeram as mensagens de Deus naquele momento determinado. “Pela primeira vez na minha vida, tenho prazer e deleite na leitura da Palavra”, assegura.
Cronologia e a geografia bíblicas
Durante seus muito estudos bíblicos, o seminarista Marcelo Escandarane Cardoso chegou a uma interessante conclusão: “Percebemos a ineficácia da nossa leitura bíblica quando ao acabar de ler um capítulo, não somos capazes de contar para alguém o que lemos.”
A seu ver, a diferença entre “passar os olhos” na Bíblia, e realmente lê-la, pode ser entendida a partir da pergunta do evangelista Filipe do livro Atos dos Apóstolos “Compreendes o que vens lendo?” (Atos 8:30). Para Marcelo, “a leitura bíblica eficaz envolve o entendimento do texto e também a fixação do conteúdo lido.” Ele não dispensa um caderno no qual escreve as passagens que mais falaram ao seu coração. “Seguimos em ritmo lento, porém, bem mais proveitoso, ” assegura.
O seminarista diz que “o fato de escrever no caderno as conclusões tem dupla finalidade: fixa as conclusões e desenvolve o raciocínio escrito.”
Segundo os seus cálculos, a média de estudo de um capítulo por dia fará com que os 1189 capítulos da Bíblia sejam estudados em cerca de três anos e meio ( dando-se o desconto de alguns dias sem a leitura)
O seminarista aconselha que o estudante tenha como auxílio uma cronologia bíblica, para entender a sucessão dos fatos e a situar cada personagem em seu tempo e espaço, e mapas bíblicos, para a compreensão geográfica dos lugares onde se passam os acontecimentos. (2/2 posts, 2002)

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