"A alegria que foi a pequena publicidade do pagão, é o gigantesco segredo do cristão. E no fechamento deste caótico volume torno a abrir o estranho livrinho do qual proveio o cristianismo; e novamente sinto-me assombrado por uma espécie de confirmação. A tremenda figura que enche os evangelhos ergue-se altaneira nesse respeito, como em todos os outros, acima de todos os pensadores que jamais se consideravam elevados.
A compaixão dele era natural, quase casual. Os estóicos, antigos e modernos, orgulhavam-se de ocultar as próprias lágrimas. Ele nunca ocultou as suas; mostrou-as claramenre no rosto aberto ante qualquer visão do dia- a- dia, como a visão distante da sua cidade natal. No entanto alguma coisa ele ocultou. Solenes super-homens e diplomaas imperiais orgulham-se de conter a própria ira. Ele nunca a conteve. Arremessou móveis pela escadaria frontal do Templo e perguntou aos homens como eles esperavam escapar da danação do inferno. No entanto, alguma coisa ele ocultou. Digo-o com reverência: havia naquela chocante personalidade um fio que deve ser chamado de timidez. (G.K. Chesterton, Ortodoxia, Edição Centenária, página 263)
Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Os sentimentos de Jesus, a sua timidez
Os sentimentos de Jesus, a sua alegria
Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
A mentalidade da massa x a mentalidade de Cristo
Uma das tragédias da Igreja hoje é que temos uma tendência de medir nosso sucesso em termos de tamanho. E nisto temos sido vítimas do que Jung chama de “a mentalidade da massa”.
"O indivíduo que não está firmado em Deus não pode oferecer nenhuma resitência, por meio de seus proprios recursos, às atrações que o mundo oferece nos sentidos físico e moral. Para isso ele precisa da eviodência da experiência in terior transcendente, que é a única coisa que pode protegê-lo contra a inevitável imersão na massa."
Carl Jung (o psiquiatra e psicólogo suiço) tinha em mente algo muito sério: o terrível perigo de sermos engolfados pela mentadilade da massa, a ponto de pensarmos como a massa pensa, sentirmos o que ela sente e sermos levados pelos mesmos objetivos materialistas que compelem a massa humana. (Transcrito)
Porque Jesus converte o indivíduo
Jesus dava grande importância à conversão do indivíduo. Ele não conduziu nenhuma marcha de protesto a Roma, ou a Jerusalém, advogando reforma social. As injustiças sociais dos seus dias devem tê-lo angustiado, sem dúvida.
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
Qual o método ideal para ler a Bíblia? (2/2)
A existência de um método ajuda a motivação? Delcinalva acha que se a pessoa percebe que o seu conhecimento bíblico está aumentando, que a verdade da Palavra está sendo aplicada à sua vida diária, logicamente isso cria motivação para continuar estudando e até mesmo para buscar métodos mais complexos de estudo da Bíblia. É o caso da psicóloga Elvira Maria de Moraes Ornelas e do seminarista Marcelo Escandarane Cardoso. Eles se dedicam à descoberta de inovações nesse estudo e asseguram que sua vida espiritual têm se beneficiado desta busca.
Para o estudo, um momento de prazer e descoberta mas às vezes interrompido pelos afazeres de dona de casa e mãe, Elvira Maria só conta com a sua Bíblia, um caderno e uma caneta. Não tem comentários, versões diferentes, dicionário ou concordância . E no entanto, a psicóloga considera o atual método um tesouro que resultará num livro de estudo muito mais rico do que qualquer obra impressa. “ Quando eu acabar de estudar a Bíblia vou ter as passagens que Deus quer falar para mim, Elvira Maria,” analisa. “O Livro são os livros. Uso as passagens do rodapé e dali chego aonde Deus quer que eu chegue”, conta a psicóloga.
A busca da psicóloga iniciou-se com algumas perguntas: “Como nos tempos dos reis de Israel, Deus está lidando com o povo desobediente, que busca caminhos do mundo em vez de se separar. Como Deus usou os profetas daquele tempo para advertir a nação de Israel? Quais os avisos mais comuns?” E o ponto de partida foram os livros históricos usados paralelamente aos livros dos profetas que trouxeram as mensagens de Deus naquele momento determinado. “Pela primeira vez na minha vida, tenho prazer e deleite na leitura da Palavra”, assegura.
Cronologia e a geografia bíblicas
Durante seus muito estudos bíblicos, o seminarista Marcelo Escandarane Cardoso chegou a uma interessante conclusão: “Percebemos a ineficácia da nossa leitura bíblica quando ao acabar de ler um capítulo, não somos capazes de contar para alguém o que lemos.”
A seu ver, a diferença entre “passar os olhos” na Bíblia, e realmente lê-la, pode ser entendida a partir da pergunta do evangelista Filipe do livro Atos dos Apóstolos “Compreendes o que vens lendo?” (Atos 8:30). Para Marcelo, “a leitura bíblica eficaz envolve o entendimento do texto e também a fixação do conteúdo lido.” Ele não dispensa um caderno no qual escreve as passagens que mais falaram ao seu coração. “Seguimos em ritmo lento, porém, bem mais proveitoso, ” assegura.
O seminarista diz que “o fato de escrever no caderno as conclusões tem dupla finalidade: fixa as conclusões e desenvolve o raciocínio escrito.”
Segundo os seus cálculos, a média de estudo de um capítulo por dia fará com que os 1189 capítulos da Bíblia sejam estudados em cerca de três anos e meio ( dando-se o desconto de alguns dias sem a leitura)
O seminarista aconselha que o estudante tenha como auxílio uma cronologia bíblica, para entender a sucessão dos fatos e a situar cada personagem em seu tempo e espaço, e mapas bíblicos, para a compreensão geográfica dos lugares onde se passam os acontecimentos. (2/2 posts, 2002)
Terça-feira, 6 de Maio de 2008
Qual o método ideal para ler a Bíblia? (1/2)
“No Brasil, mais da metade da igreja evangélica é composta por novos convertidos”, afirma o editor acadêmico das Edições Vida Nova, Pr. Luiz Sayão. Ele acha que este dado é fundamental para se aconselhar este ou aquele método de leitura. Como integrante da equipe responsável pelo texto da Nova Versão Internacional (NVI) da Bíblia (Editora Vida), o Pr. Sayão, cita um método ali publicado dirigido especialmente para os novos na fé.
“São seis semanas de leitura de capítulos selecionados com o objetivo de propiciar um conhecimento geral dos fundamentos bíblicos. Nas duas primeiras semanas objetiva-se o estudo da vida e dos ensinos de Jesus. Em seguida, 14 capítulos selecionados sobre a vida e os ensinos de Paulo e nas duas semanas finais, aconselha-se uma panorâmica sobre o Velho Testamento começando com o primeiro capítulo de Gênesis sobre a Criação e terminando com Amós 6, com a séria advertência de um profeta.
Para os experientes, Luiz Sayão indica a leitura anual de versões diferentes. Este foi o método adotado pelo pr. João José Silva, que está lendo a Bíblia Viva (na Linguagem de Hoje). O pr. Silva debruça-se sobre os últimos capítulos da edição na linguagem contemporânea sempre com um objetivo. Ele explica: “Também acho importante a seleção a partir de um foco, a fidelidade de Deus, por exemplo. Toda a conclusão a que eu chegar e que for oposta à fidelidade de Deus, descartarei porque está errada. Já foquei a fé, a necessidade de obediência, anteriormente”, conta.
Há alguma maneira errada de ler a Bíblia? O professor de grego e hebraico, pr. Walter Aiken, diz que sim. Ele explica: “Há quem use a Palavra de Deus "nas emergências" , lêem somente em busca de soluções imediatas para os problemas. Alguns pastores estudam a Bíblia só para preparar as suas mensagens. Há seminaristas também que agem como se fossem "donos da verdade" e não permitem que a Bíblia "estude" suas vidas.”
Para o professor, finalmente, há pessoas que entendem corretamente o quê representa a Bíblia: “ela é a carta que Deus mesmo escreveu para que possamos compreender a sua vontade. Cristo é a Palavra dele escrita em carne e osso”, afirma.:
“A palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hebreus 4:12). A partir deste versículo, o pr. Aiken considera que o melhor método é o que suprir as necessidades de cada estudante.
A qualquer hora, em qualquer lugar
“Nem todos têm horas e horas diariamente para examinar as Escrituras. Mas todos têm alguns momentos livres aqui e ali (geralmente no início ou no final do dia) e devem, sim, aproveitar tais minutos porque Jesus disse: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. (Mateus 4:4) Como nós nos alimentamos também devemos consumir o alimento do Senhor, isto é, em porções suficientes e em horas diferentes durante o dia. É um método eficaz porque cada nova refeição reforça as anteriores”, assinala.
A professora Delcinalva de Souza Lima discorda da expressão leitura da Bíblia. “Lemos um jornal mas não o estudamos. A Bíblia precisa ser estudada para ser compreendida e sua verdade colocada em nossa mente, nos levando à práticas de vida coerentes com seus ensinos,” explica.
Ela seleciona três métodos de estudo da Bíblia: por assuntos; de personagens e dos livros. “Para quem está iniciando o seu contato com a Bíblia _ ensina _ é interessante que comece o estudo pelo Evangelho de Mateus para conhecer a vida e a obra do Senhor Jesus Cristo. Em seguida, leia o Evangelho de João para conhecer a mensagem de Jesus sobre a vida eterna. A seguir, o livro de Atos para aprender como o Cristianismo deixou de ser judaico e atingiu todos os homens. Depois, a carta de Paulo aos Efésios para conhecer o comportamento e a ética do cristão. Na I Carta de João estão as marcas do Pai e do Filho que identificam um cristão e, finalmente, no Apocalipse conhece-se a vitória do Senhor Jesus Cristo e dos salvos.” (1/2 posts, 2002)
Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
Quando tenho medo de Deus
"O momento diário de devoção a que nos submetemos, de cerca de 30 minutos diários de meditação e oração, alguns dias se torna difícil. Dr. Osborne diz que quando resistimos à hora de mediação é porque estamos inconscientemente com medo do que Deus está tentando nos revelar. Eu tenho resistido frequentemente ao meu momento de devoção. Tanto tem sido revelado a mim até aqui que às vezes não posso aguentar mais alguma coisa por alguns dias. Descubro que as desculpas que tenho inventado para as coisas, a vida inteira, não são desculpas de modo n enhum: são só mentiras que preguei a mim mesma para tentar explicar os meus problemnas. Um perfeito exemplo é esta autodecepção que mantenho pelo fato de ser gorda. Estou trabalhando para a aceitação de eu ser gorda. Quando finalmente aceitar isto, poderei perder peso simplesmente por não recusar a enfrentar mais o problema." (Transcrito)

